segunda-feira, 30 de maio de 2011

Parto Sem Dor: Você Também Pode! O Nascimento da Leona Luz


Passei um tempo sem postar por ter ficado sem internet e por conta da demanda do lar e da vida mesmo. Como prometi, estou postando o parto de minha quarta filha, comentem, vou ficar feliz em saber o que pensaram sobre a experiência e o que mais quiserem dizer. Abraço!

Nascimento da Leona Luz
05 de agosto de 2006, 13h35min


Enfim, engravidei pela quarta vez.
Já sabíamos que iria acontecer a qualquer momento e falávamos para todo mundo que teríamos quatro.
Eu não esperava, mas minha saúde, agora com 30 anos, já não respondia tão bem à gravidez e tive muita dificuldade durante todos os nove meses. Tudo era muito ruim, sofri fisicamente com cada sintoma e isso me fez nunca mais desejar engravidar.
Por conta disso e do traumático parto da Iara Vida, não me senti saudável para encarar um parto em casa, embora tenha tentado, no meu íntimo, não realmente me senti segura.
Quando minha bolsa estourou, chamei a parteira e Tracie, uma amiga doula, para o parto. Minha mãe estava comigo e o George também.
Desta vez, o trabalho de parto iniciou-se de manhã. A bolsa estourou e um líquido esbranquiçado começou a sair. Diante de todo o medo que já nos circundava (no fundo eu não achava que teria forças para ter em casa), acabei indo para o hospital em uma cidade com mais recursos, no qual um médico já me aguardava. Senti-me um pouco triste e decepcionada comigo mesma e chorei durante o trajeto até o hospital.
As contrações foram se intensificando durante o percurso. Fomos eu e o George. Desta vez minha mãe precisou ficar em casa com as outras meninas.
O hospital, embora fosse público, era muito melhor em termos de recursos do que onde tive a Iara Vida. Lá chegando, pude conhecer o tratamento padrão de uma parturiente em um hospital que dizia fazer parto humanizado.
O médico demorou a me atender, e o líquido amniótico continuou vazando. O médico me pediu para entrar e, enquanto fazia o exame de toque, ele conversava com outro médico. Tentei fazer um contato mais humano em um momento tão especial e delicado para mim, mas foi em vão.
 Embora ele não tenha sido antipático, nitidamente eu era mais uma ali. Logo de cara, pelo rápido exame de toque, disse que o bebê era grande (algo que um médico não deveria dizer) e que logo iria nascer. Virou-se para o outro médico e disse (sem me perguntar nada!): “Prepara a sala de parto para a cesariana e a ligadura”. Eu então acenei para ele, um pouco irônica, pois parecia absurdo ele nem me perguntar o que eu queria, dizendo: “Oi, eu estou aqui! Quero parto normal.”
O médico me olhou intrigado, com um sorriso espantado no rosto, e disse: “É mesmo, você quer normal?!”, como se fosse a coisa mais curiosa e rara do mundo.
Fui encaminhada para a sala de parto “humanizado”, com o George me acompanhando. Aplicaram-me o soro indutor por volta do meio-dia e, lá pelas 3 da tarde, o bebê já estava coroando.
Até aquele momento, de humanizado só vi uma sala bonitinha onde uma pessoa pode ficar com você, mais nada.
Quando percebi que as contrações estavam fortes, o médico foi chamado e me fez deitar para fazer o exame de toque, coisa que não queria porque já estava muito perto do parto. O bebê já estava nascendo e me fizeram deitar na cama com a cabeça já saindo. Levaram-me para uma sala de parto ao lado e o médico insistiu para que eu me posicionasse sentada, na posição padrão para parto em hospitais.
Bem, eu já havia parido três vezes e nunca havia conseguido ficar naquela posição, dói muito mais. Em meu estado de transe e minha condição física (sem os pés), não me pareceu favorável.
Em um gesto desesperado e visceral, posicionada de quatro na pequena mesa de parto, forcei a expulsão do bebê de uma forma que não queria. O médico, que já era outro, não se mostrou nem um pingo complacente ou generoso com minha condição especial, pedindo de forma grosseira que eu me deitasse e insistindo que eu estava dificultando seu trabalho (!!!!!). Senti-me profundamente constrangida com a bebê abaixo de mim, ensangüentada. Ainda evacuei um pouco e o George me limpou correndo para evitar mais exposição; enfim, foi muito desagradável.
A bebê era linda, enorme, gordinha e nasceu bem vermelha. Todas as minhas filhas, com exceção da Iara, que nasceu menorzinha, nasceram com mais de 3 kg e mais de 50 cm.
Após a expulsão, me deitei e pude verificar que minhas pernas não alcançavam o apoio para pernas, eu teria caído!
Notei a expressão de vergonha no rosto do médico ao constatar isso. Ele esperou a placenta sair e tirou líquido de meu cordão umbilical sem me perguntar nada. Coletou células-tronco sem prévia autorização... Não seria isso um crime?
Leona foi imediatamente tirada de mim e mexida e limpada grosseiramente com pano. Enfiaram coisas nela, pingaram coisas nos olhos dela, furaram o pezinho dela, enfim, aplicaram nela o que chamam de procedimento padrão. Ninguém merece tanto desrespeito à vida! George assistia horrorizado e impotente. Não quero que pensem que sou contra procedimentos hospitalares que visem salvar vidas, mas um bebê que chega ao mundo saudável deveria receber um tratamento no mínimo super delicado e não é o caso de jeito nenhum.
Logo fui levada para a enfermaria, ainda sem a bebê, o que me causou insegurança. Pedi ao George que não saísse de perto dela de jeito nenhum. Em hospitais assim, o risco de roubo ou troca é grande.
A enfermaria continha várias mulheres e um banheiro horrorosamente sujo. Meu marido não podia ficar e exigi uma acompanhante, o que foi uma dificuldade enorme, sendo que é obrigatório por lei para pessoas com dificuldades especiais como eu. Minhas dificuldades são reais, nenhum lugar é adaptado e eu acabara de ter um bebê.
Novamente me senti exposta em um momento que deveria ser de pura acolhida e sensibilidade.
Tomei um banho rezando para não sair dali contaminada e me trouxeram a bebê. Ela era simplesmente linda, parecia uma bebê maiorzinha, gordinha, fofa! Senti-me com uma boneca no colo.
Já com muita experiência, é muito gostoso ter um novo bebê, sentimos que a vida realmente se renova. George sempre dava um jeito de chegar perto e ficar um pouco, acabando por causar polêmica no hospital. Minha cunhada, Elke, foi ótima e me deu todo o apoio do mundo.
Já tínhamos a idéia de que se chamaria Leona e minha mãe havia pedido para homenageá-la colocando o segundo nome de Luz, já que seu nome espiritual e artístico desde a adolescência é Vera Luz.
Pronto, estava escolhido: Leona Luz!

Tive que dormir ali, com muito barulho o dia todo. Atendimento ruim, higiene ruim, enfim, nada que propicie realmente um parto ou uma recuperação tranquilos. Pude ver coisas ainda piores acontecerem com quem não sabia lutar por seus direitos. Saímos brigados com o hospital, isso foi inevitável.
Não foi o fim do mundo, mas foi uma situação longe do ideal.
Desci pelo mesmo caminho pelo qual saí e encontrei uma menina que, há dois dias esperava na sala de parto “humanizado” para ter o bebê. Simplesmente, a garota, que sangrava entre as pernas, tinha uma mecha enorme de cabelos brancos, que não existia antes, de estresse!!! Parto humanizado uma ova!!!!
Leona é super saudável, de temperamento decidido e, como todas, muito amada e amparada. Minhas filhas são nossas vidas e muitos as amam.

Livro: Parto Sem Dor: Você Também Pode! 
Autora: Maria do Sol

terça-feira, 24 de maio de 2011

De volta após alguns dias sem postar!

A Vida e seus caminhos...

Ah se não fossem os imprevistos, os filhos que de repente adoecem e tiram tudo dos eixos, as surpresas inesperadas no caminho (como ficar sem internet por mais de duas semanas em uma fazenda, rsrsrs), as mudanças de rumo que nos fazem ter que repensar tudo o que já parecia organizado ou muito bem definido... um eterno aprendizado, a vida.
É engraçado como diante destes momentos nos quais começo a me sentir congelada, frustrada, triste ou perdida, costumo me lembrar, lá no fundo, o quanto tudo isso é passageiro. Já pararam para pensar? Todos teremos o mesmo destino, desencarnaremos invariavelmente... Como as coisas todas ficam pequenas diante disso, como a seriedade perde o sentido, como a necessidade de compreensão de que a única realidade definitiva é a mudança se faz necessária, do contrário, o sofrimento é enorme, muito maior do que deveria ser.
Desgraças, imprevistos, incertezas, problemas, alegrias, boas notícias, podem parecer não escolher pessoas, mas nós sim podemos escolher como lidar com tudo e é aí que dizem estar a verdadeira chave da felicidade. É verdade, tudo depende de como nós lidamos com o que se passa fora.
E que todos nós possamos receber pedacinhos de compreensão diários para acalentar corações, preencher de sentido cada mudança e fazer com que esta eterna-enquanto-dure jornada possa nos trazer alegria, amor, sabedoria e mais um bocadinho de bagagem que possamos levar daqui conosco quando a hora de viver nossa outra vida chegar.
E vamo que vamo, com um sorriso no coração.

Maria do Sol

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Parto Sem Dor: Você Também Pode! O Nascimento da Iara Vida


Partilhando a história do parto de minha terceira filha. Literalmente sobrevivemos!

Nascimento da Iara Vida
12 de março de 2002, 09h10min da manhã


Em 2002, minha vida como eu a conhecia tomou outros rumos. Mudamos-nos da fazenda, buscamos novos horizontes e engravidei novamente. Embora soubéssemos que teríamos mais filhos, fiquei muito apreensiva. Foi uma gravidez sensível, chorei muito durante toda a sua duração por vários motivos pessoais, o que me gerou muita insegurança e até uma depressão.
Nosso estilo de vida simples e minha deficiência nos expunham e muita gente foi contra eu estar grávida. Houve momentos nos quais me senti uma criminosa andando na rua, exposta por algo que era uma benção para quem mais importava: eu, meu marido e minhas filhas.
Toda essa apreensão fez com que, aos 4 meses de gestação, eu tivesse uma ameaça de aborto e fosse parar no hospital, onde fiquei internada.  Me lembro de ter o George ao meu lado, no medonho leito da enfermaria do hospital público da cidade mais próxima, orando e chorando, segurando em minha mão para me dar forças. Sentia-me muito fraca, deprimida e impotente. Apesar disso, não deixei de desejar que nosso bebê nascesse e a gravidez vingou.
Mudamos-nos para outra casa na cidade, onde iniciei um comércio de artesanato com minha cunhada.
Abrimos uma loja e tudo ia bem; no entanto, o trabalho de meu marido, que seria nossa principal fonte de sustento, já que eu teria minha terceira filha em pouco tempo, desmoronava por conta da distância entre onde morávamos e a fazenda, sede do seu trabalho.
Visando o bem da família saí da sociedade da loja e, poucos meses antes do nascimento de Iara, voltamos a morar na fazenda, o que me deixou muito insegura também.
No finalzinho da gravidez, não me sentia tão forte como nas outras vezes e sei que isso influenciou muito no parto.
Ficamos em dúvida se deveríamos ter no hospital desta vez. Eu tinha medo de tudo, mas acabamos combinando novamente com a parteira e minha mãe novamente veio, me apoiando com sua experiência e amor.
As dores de parto vinham de noite e iam ao amanhecer. No terceiro dia, decidimos que o melhor seria mesmo irmos para o hospital.
Acabamos tendo que ir para o hospital local, já que o trabalho de parto havia se iniciado e ir para mais longe seria arriscado. O médico, que já conhecíamos, fez o exame de toque e mediu a pulsação do coração e estava tudo bem, o bebê iria nascer em pouco tempo.
Fui encaminhada para a sala de espera para o parto e me aplicaram o soro indutor de contrações na veia. Não sei se foi o procedimento correto ou não, mas o soro foi aberto com um gotejamento muito acelerado e o que senti foram minhas orelhas esquentando e uma contração ininterrupta de 4 minutos. Foi horrível! Mamãe e George não sabiam o que fazer e o médico havia saído da sala para se preparar em outra sala.
Quando chegou, o bebê já estava nascendo e ele insistiu para que eu me sentasse na cadeira de rodas para irmos para a sala de parto. Quando eu estava me sentando na cadeira, a bebezinha desceu e não resisti em expulsá-la. O soro indutor gerou contrações muito intensas e sentia que estava nascendo.
Iara nasceu ali mesmo, comigo apoiada na cadeira de rodas, sem higienização alguma. George, ao perceber o que estava acontecendo, mais do que depressa correu e pegou a bebê. Minha mãe viu que o cordão estava enrolado no pescoço e desenrolou rapidamente. O médico mesmo ficou sem ação. Foi uma cena constrangedora digna de cinema trash.
Enquanto as enfermeiras levavam a Iara pelo corredor gelado, sem cobri-la, para limpeza, George corria atrás delas indignado com tudo aquilo. Fiquei na sala onde estava e retornei ao leito da enfermaria.
O médico chegou e começou a puxar minha placenta pelo cordão e apertar com força meu ventre, eu me senti abusada! Eu tentava tirar suas mãos, implorava para ele parar com aquilo, mas não tinha forças.
Ele puxou a placenta e, junto com ela, seguiu uma hemorragia em cachoeira, algo que nunca tinha visto. Chamei George que ficou horrorizado, tudo foi ficando cinza ao meu redor.
O médico voltou e notei o espanto em seus olhos. Aplicou-me então uma injeção para conter a hemorragia que trouxe todas as dores do parto de volta. George chegou e me pegou para passar para outra cama. Eu me sentia muito fraca, muito. Parecia não estar ali.
O quarto era do outro lado do corredor e, ao chegarmos no meio do corredor, caiu de mim um monte de sangue e pedaços de placenta, que se espalharam e se alastraram por todos os outros quartos, desmaiei em seguida. George me levou o restante do caminho com a certeza de que havia  me perdido.
Quando acordei, minha mãe estava ao meu lado com a bebê no colo. Peguei-a com ternura, olhei-a nos olhos e disse: Sofreu, não foi meu bem? E ela imediatamente deu um chorinho doído. Foi bem impressionante, ela realmente respondeu!
Amei-a profundamente e coloquei-a para mamar.
George, que havia ido descansar um pouco, já estava ao nosso lado com lindas flores e comidinhas gostosas. Abraçamo-nos emocionados e minha mãe perguntou: “Qual vai ser o nome dela?” Foi então que eu disse: “Iara. Iara Vida em homenagem ao nosso renascimento hoje.”
Minha mãe dormiu comigo naquela noite na enfermaria.
Lembro-me de que, no fim da tarde, quando o quarto ficou vago somente para nós, uma luz diferente e brilhante, muito bela, inundou todo o ambiente e pudemos sentir a presença de anjos ali, uma benção.
Na manhã seguinte, embora os médicos quisessem que ficássemos ali, fomos embora o mais rápido possível. Apesar de tudo, as enfermeiras e toda a equipe tiveram muito carinho conosco.
Demorei um pouco para me recuperar, mas Iara cresceu linda e hoje é uma delicada menininha com dons para as artes.


 Trecho do livro: Parto Sem Dor: Você Também Pode!
Autora: Maria do Sol





sábado, 14 de maio de 2011

Viagem inesquecível! Fim de ano 2010!

Morei 3 anos e pouco em Salvador, foi inesquecível, deixei amigos muito queridos por lá e um de meus sonhos era levar toda a minha família até lá. Bem, deu certo e fomos. Passamos um inesquecível Natal e Ano Novo de 2010 para 2011 e minha amiga querida, Luisa, com sua linda filhinha Mel, foram conosco de Combi postou em seu blog toda essa história. Se não fosse por ela esta viagem não teria sido posível, valeu Lu!!!
Vale a pena ler e conferir, viagem conosco!

http://laranjalimaecia.blogspot.com/2011/05/natal-e-ano-novo-em-salvador.html

Ecologicamente vivendo

Vejo muito se falar nas mídias e nas escolhas sobre ecologia, reciclar, reutilizar, presevar, plantar, recuperar, sustentabilidade, enfim, as transformações que precisamos por um mundo que é nosso.
Mas na maioria dos lares, que é exatamente de onde devia partir a atitude inicial de consciência, ainda reina o desperdício e acúmulo, o lixo misturado e o consumo inconsciente. Porque, fiquei me perguntando?

Várias respostas me vieram à mente, embasadas em minha vivência e nos milhões de livros e documentários que leio e vejo: status é uma das respostas mais claras. Interessante. Pensemos, seguir a tecnologia, comprar mais, ter as últimas tendências, isso tudo nos mantém socialmente (aparentemente) mais protegidos e é mais forte que a necessidade de manter hábitos conscientes. Claro que não sou contra a tecnologia, ou o consumo em si, mas realmente o nosso planeta não é separado de nós, na verdade, nós e o planeta somos um só, um único organismo que vive em comunhão.
Também me vem a idéia de cultura: compramos e fazemos o que nossos pais e familiares fazem, por gerações às vezes. Sei bem disso, vivo um tanto diferente de boa parte de meus familiares e vejo como causa certo distanciamento simplesmente porque cultivamos hábitos diferentes, colocando em prática o que achamos correto, ao invés de aproximar, parece separar.
Praticidade: realmente é mais prático utilizar diversas conveniências do mundo moderno, fraldas descartáveis por exemplo, meu Deus, quanta praticidade! E as ecológicas realmente costumam ser mais baratas (a curto prazo, claro). Mas se pensarmos no que cada um consegue, encontraremos um caminho possível de união entre praticidade e ecologia, é possível, basta se informar e achar o seu caminho. Fazer pão em casa não é tão prático quanto comprar, mas economizo, me exercito, tenho mais saúde e passo isso adiante, sem taaanto trabalho assim quanto parece de início.

E, por fim, a mídia, nos bombardeando diariamente com imagens de status, satisfação através do consumo e, somente com muita orientação e consciência é possível ficar imunes (às vezes nem tanto).

Aqui em casa, por exemplo, utilizo sabão de coco em barra para lavar as louças por uma questão de ecologia mesmo e acabamos nos adaptando, tão bom e normal quanto o difundido detergente, um hábito bastante destrutivo para o meio ambiente. E vejo diversas pessoas que passam por aqui e que, eventualmente, lavam algum prato ou louça, procurarem o detergente, perguntarem por ele, dizerem que preferem, enfim, e respondo o porque que uso e parece não mudar a opinião de ninguém, o que acho bastante questionável porque bons hábitos não deveriam ser uma questão de escolha, mas sim uma questão de passar a ter conhecimento e praticar. O cigarro é um bom exemplo disso, antes as pessoas não tinham conhecimento de ser tão nocivo à saúde, agora até a embalagem vem com imagens horrorosas de pessoas em estado de putrefação ou algo do tipo, e isso não faz com que o óbvio aconteça: não é bom para mim, para minha saúde, para a saúde de quem me rodeia e nem para o planeta, portanto não vou usar e pronto.

Não gosto de criticar,  ainda mais por estar cada vez mais cultivando a linha de pensamento positivo, de acreditar que cada um sabe seu caminho e que todos invariavelmente procuram sempre o melhor, ainda que por caminhos duvidosos por meu ponto de vista, e também porque ninguém é perfeito e isso me inclui, mas acredito que nós todos agimos conforme paradigmas coletivos, vamos cultivando novos hábitos coletivamente até que sejam predominantes e passem a fazer parte da cultura que seguirão por gerações.
Então fica aqui meu voto por mais pessoas optando por pensamentos positivos, consumo consciente, alimentando-se de forma correta com prazer, praticando hábitos saudáveis para si, para os outros e para o planeta, e passando isso adiante para seus filhos!

terça-feira, 10 de maio de 2011

O pão nosso de cada dia...

Pão Integral da Sol

Muitas pessoas queridas pedem a receita de meu pão integral. Eu queria fazer um vídeo, mas sabem como é, vida de mãe tem dessas coisas, o tempo fica todo preenchido com carinhos e beijinhos, portanto, segue a receita. Na verdade não tem nada de mais, pois sempre procuro manter as receitas mais básicas, para poder modificar e adicionar gostos e sabores diferentes sem problemas se precisar.

Receita básica
1 Kg de farinha de trigo branca
250gr. de farelo de trigo fino (para mim a farinha integral fica cara)
1 colher de sopa fermento biológico seco
1 colher de sobremesa sal
2 colheres de sobremesa cheias de açúcar (branco ou mascavo) - opcional
1/2 copo americano de óleo (soja ou milho)
água morna até dar o ponto.

Como fazer:
Em uma bacia, despeje a farinha, o farelo, sal, açúcar, óleo e fermento em uma cavidade feita no centro, como uma cova. Despeje água morna aos poucos e faça uma papinha com este fermento no centro usando as mãos. Depois, vá juntando o restante da farinha e adicionando água aos poucos. Vá amassando até formar uma massa lisa que se solte das mãos, se ficar grudando, coloque mais um pouco de farinha.
Deixe crescer com um pano por cima em local aquecido, como forno ou ao sol (eu coloco um saco plástico por cima).
Quando dobrar de volume (menos de uma hora), amasse novamente e deixe crescer, dessa vez pode ser dentro de casa mesmo. Depois que a massa dobrar de novo (uns 40min), amasse novamente e coloque no formato que desejar em forma untada, deixando crescer crescer pela última vez por mais uns 30 minutos. Asse em forno quente até ficar dourado. Para saber se está assado, dê umas batidinhas, deve fazer um barulho de oco, como um tambor seco.

É isso, vá fazendo que vai pegando o jeito.
Se quiser mais docinho, diminua o sal e aumente o açúcar, se desejar com banana ou frutas, é só adicionar na hora de colocar na forma e assim por diante, esta massa é básica, dá para fazer em qualquer formato ou sabor.

Espero que seja útil à saúde e ao paladar...


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Comunhão Regional - Mantendo a tradição da pamonhada goiana!

Quando me mudei para uma fazenda no interior de Goiás eu sabia muito pouco das tradições, cultura, modo de viver e como me relacionar com pessoas culturalmente tão diferentes de mim. Mais de 13 anos se passaram e pude conhecer meus vizinhos, conviver com eles, encontrar pontos comuns e compreender diversos pontos que pareciam incompreensiveis no começo. Hoje admiro muito da maneira disciplinada como vivem, a união familiar, a educação dos filhos, a aceitação do que a vida oferece, a valorização da família... e uma das tradições que mais gosto e adotei é a pamonhada na época do milho. Durante alguns meses temos milho em abundância, pois a maioria dos vizinhos plantam e, quem não planta, compra bem barato ou ganha de seus vizinhos e, como o milho dura pouco tempo, secando em poucos dias, todos fazem pamonhas quase diariamente. O sabor é simplesmente indescritívelmente melhor que o da pamonha encontrada em pamonharias. Aqui o milho foi plantado sem agrotóxicos e colhido na hora, faz toda a diferença. Aí você pode acrescentar o sabor que tem o aconchego das pessoas unidas preparando a pamonha, o fogão à lenha cozinhando-as em água fervendo e o café quentinho moído na hora para acompanhar... huuuummmm....
Partilho aqui nossa última pamonhada, há alguns dias, aqui em casa.
A primeira etapa é colher o milho, mas esta não fotografei. Depois cortamos as pontas do milho para descascá-lo e tirar os cabelinhos. Todos se unem nesta tarefa que inclui a seleção das palhas boas para fazer as pamonhas, preferencialmente as mais macias e inteiras.
 Enquanto isso alguém rala o milho que vai sendo separado para isso. Aqui minha querida vizinha Ilma, profissional de ralação de milho, fazendo seu papel.


 Uma vez que a massa do milho está ralada despeja-se óleo quente na massa em uma quantidade que só fazendo para aprender e tempera-se com sal a gosto. Picamos queijo fresco comprado no vizinho e vamos montando os tradicionais copinhos de pamonha. Também uma façanha que só fazendo algumas vezes para aprender corretamente.
 As pamonhas vão se acumulando para serem colocadas na água quente de uma só vez, para que o cozimento seja uniforme.
 Agora faltam apenas uns 20 minutinhos em água fervendo, trazendo as do fundo para cima de vez em quando.

 Aqui uma indicação de que estão prontas, a palha já amarelou. Tiramos uma pamonha com água na boca e abrimos no centro, provando a massa com o queijo derretendo na boca para ver se estão cozidas.
 Daí pra frente não teve como fotografar, estávamos todos muito ocupados nos deliciando com as pamonhas, você pode imaginar que prazer foi isso, meu Deeeus!

Parto Sem Dor - você também pode! Trechos do livro - O Nascimento da Miriá Lua

O Nascimento da Miriá Lua
31 de dezembro de 2000, 03h40min da madrugada


O segundo filho é uma experiência que traz uma magia diferente. Se no primeiro filho experimentamos o deslumbramento de estarmos vivendo aquilo tudo pela primeira vez, o segundo filho traz a magia de passarmos pelo evento novamente, mas agora já sabendo muito melhor o que fazer, com a esperança de não repetirmos um monte de erros que fatalmente cometemos na primeira vez por pura falta de experiência.
Desde o momento em que tivemos a primeira, já tínhamos a certeza de que teríamos mais.
Miriá chegou após dois anos e onze meses, o que consideramos uma boa distância para termos mais um filho.
Agnes já estava desmamada, já andava, falava e não usava fraldas. Engravidamos sem planejar a data exata, mas já abertos para que acontecesse. Eu me cuidava com tabelinha somente e minha menstruação já havia se regulado fazia um bom tempo.
A gravidez foi muito tranquila. Estava com 23 para 24 anos, jovem, disposta e com o físico muito condicionado por nosso estilo de vida campestre e a nova vida de mãe.
Decidimos ter novamente em casa, já que tudo transcorrera muito bem na primeira vez. Avisamos a parteira que deveria vir desta vez, pois minha mãe parecia apreensiva com o fato de termos novamente em casa e eu também sentia insegurança, como se tivesse “sobrevivido” ao primeiro.
Nessa época, morávamos em nossa casa no campo, sem luz elétrica.
Era véspera de ano novo, dia 30 de dezembro. O tempo estava chuvoso e a cidade mais próxima, onde também morava a parteira, estava lotada por conta das férias e entrei em trabalho de parto durante a madrugada. Lembro-me que, por conta da data, todos de férias, a família vinha nos visitar e perguntar sempre a mesma coisa: “E aí, já nasceu”?
Experimentei uma ansiedade tão forte com aquele barrigão, a chuva, férias perdidas, e dia após dia de espera, que decidi, imaginem, fazer uma escadinha de acesso ao rio que temos na parte de trás de nossa casa. Carreguei pedras, capinei e nadei, fiz tudo como se não estivesse com 9 meses de gravidez ou dificuldade física. Todos me mandavam parar, mas eu nem escutava.
Hoje acho engraçadíssimo lembrar meu desespero.
Na mesma noite, acordei sentindo contrações e chamei meu marido e minha mãe, que já estavam preparados.
Tentei dormir o máximo possível até as contrações ficarem mais intensas. Levantei-me, o líquido amniótico da bolsa vazou um pouco e fui tomar um banho. O tampão se rompeu durante o banho, algo que não havia experimentado no parto anterior. O tampão é uma camada gelatinosa que protege a entrada do útero e sai bem antes do bebê nascer (em alguns casos).
George pegou o carro e foi atrás da parteira, que já estava de sobreaviso. Ele não queria ir, temia não dar tempo, mas minha mãe insistiu. Minha mãe, mais do que depressa, arrumou e esterilizou todo o quarto, agora já mais confiante e experiente.
Após a saída do tampão, assim que George saiu, as contrações se tornaram muito mais intensas e rápidas. Eu e minha mãe começamos a temer que acabaríamos fazendo o parto sozinhas. Eu chamava o George em meu coração, rezávamos, e as contrações continuavam se intensificando.
Quando a bebê já estava para coroar, cerca de 03h10min da madrugada, George chegou, sem a parteira. Havia procurado por toda a cidade, tentou todos os telefones que dispunha (depois descobrimos que estavam errados), mas não a havia encontrado. Resolveu voltar o mais rápido possível.
O tempo estava nublado e chuvoso, o que nos causou certa apreensão quando ele saiu. Meu marido me traz muita segurança, não queria ter a bebê sem ele. Mais tarde soubemos que a parteira, nossa querida Amércia, havia alugado sua casa, mas manteve o telefone ligado ao seu lado o tempo todo.
Naquele momento eu já me encontrava na fase delirante do parto, o transe final onde o corpo, o parto e o bebê se entregam àquele momento de renascimento e nascimento.
Em menos de 30 minutos Miriá Lua nasceu, à luz de velas. Era simplesmente linda!
Nos emocionamos muito com sua beleza.
Foi, sem dúvida, meu melhor parto até ter o parto sem dor. Eu ainda estava descansada, o trabalho de parto todo durou cerca de 4 horas, no máximo.
Logo Miriá estava em meu colo, limpinha, mamando calmamente. Deu tudo certo novamente. Acordamos a Agnes, que se emocionou ao ver sua irmãzinha, que até então não sabíamos se era menino ou menina.
Seu batizado tem uma história curiosa. Fomos batizá-la em uma cachoeira linda. Subimos o rio, em um dia ensolarado, e fomos batizar a até então Miriá. Pensei em Miriá Lua, fazendo uma homenagem ao meu próprio nome, mas George não gostou e não comentei mais nada.
Após as palavras de benção, eu disse: - “Eu a batizo, Miriá”. Lana, a madrinha, disse: - “Que nome lindo, Miriá Lua!” Olhei para o George, espantada, e disse: - “Mas eu não disse isso!” E logo soubemos que era o nome dela.
Depois disso, conseguimos registrar e correu tudo bem.
Ela teria um nome forte como sua presença neste mundo.

Trecho do livro: Parto Sem Dor: Você Também Pode!
Autora: Maria do Sol

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Vida sem empregada - Minha rotina e disciplina

Algumas pessoas comentaram que meu post sobre vida sem empregada foi útil e, como o assunto é muito mais extenso e envolve uma vida inteira, resolvi partilhar mais vivências:
Outro dia fiquei com a perna machucada e não podia fazer nada, e agora??? Pensei comigo, foi tudo por água abaixo, serão dias sem pode fazer nada e depois vai tudo se acumular e voltarei a viver caoticamente, naããão!!! Calma, respira, vamos lá...
Neste momento pude verificar o quanto é importante que todos estejam conscientes de que a casa é um ambiente coletivo e que cuidamos todos de um lar, se agora os adultos cuidam mais por amor aos pequenos, não significa que este papel não possa se inverter caso aconteça algum imprevisto, respeitando-se o limite de idade, tempo e capacidade de cada um. Deleguei o que tinha que ser feito, uma vez que, pelo menos por enquanto, eu sei mais isso do que os outros "participantes" do lar. Vi o que não precisaria ser feito por enquanto e, em algum tempo a casa ficou arrumada, a comida pronta e, mesmo com alguma baguncinha aqui e ali, foi possível manter a ordem. Fiquei dois dias assim e deu tudo certo apenas por dois motivos: união e disciplina.
A vida é cheia de imprevisto e este post tem a ver com continuidade. Perceber o caos, tentar mudar, fazer uma geral é relativamente fácil, mas manter as coisas arrumadas, sem tralhas ocupando lugares, as coisas limpinhas sem ter que estar tudo no caos de novo para ter coragem para ir lá e fazer alguma coisa é onde está o desafio, e o objetivo também.
Acho que só consegui, de fato, quanto compreendi na pele o quanto eu e minha família somente temos a ganhar com isso, pois a bagunça na casa gera bagunça interna e vice-versa, afinal, quem não quer ser dono de si mesmo?
A disciplina da constância exige acordar a cada dia e fazer, não como um robô, mas com a compreensão da liberdade real que é estar com tudo em ordem.

Algumas coisas úteis que funcionam para mim:

- Sem a empregada, ou somente com faxineira, sobra mais dinheiro, certo?
Para quem tem filhos é uma ótima oportunidade de partilhar em família um dinheiro que, se todos colaborarem, volta para a própria família com ganhos adicionais de uma casa mais gostosa de se viver.
- Guarde quase nada, nós realmente precisamos de muito menos do que achamos. O que estiver usando em uma estação é o que precisa. Casacos, provavelmente irá usar seu preferido e algum mais chique, os outros vão ficar acumulando mofo, isso serve para toalhas, utensílios, enfim, tudo, que terá que manter limpo ou ver se acumulando todos os dias. A vida já é difícil o suficiente, se chega em casa e não consegue descansar por conta da bagunça, onde irá sentir alívio? Portanto, livre-se do apego e doe as coisas que não usa, mesmo as que já usou e amou, amará outras coisas, com certeza e sempre irá comprar mais.
- Crianças: eduque-as a valorizar o que tem sim, mas não a se apegar a tudo. Sabe aqueles quartos de criança cheios de brinquedos, muitos intocados até que fiquem adultos? Para que? Uma regra simples: ganhou um, doe outro, guarde somente algumas poucas lembranças, mesmo assim, por mais amor que signifiquem, não deixará de amar a pessoa que deu por isso.
- Comida: comer saudável é essencial, eu acabo congelando muita coisa para não ter que, todo dia, preparar uma refeição inteira, portanto, como já disse antes, tudo o que cozinhar, cozinhe a mais, sempre vai comer algo fresquinho, mas tudo, haja disposição.
- Louça: não aleja ninguém lavar a louça que usou e guardar o que comeu no lanchinho, educação meu povo, afinal, podemos morar fora do país e em nenhum lugar são tão burguesinhos quanto aqui.
- Manutenção: quando a gente mesmo cuida das coisas percebe o quanto repete coisas desnecessariamente, por exemplo, arrumar um quarto inteiro todos os dias com roupas jogadas no chão e tudo fora do lugar é realmente uma grande tarefa, mas se perceber que vc mesma faz isso, vai ver que, se colocar no lugar o que tirar, fica super fácil arrumar, coisa de minutos.
- Faxina: eu tinha até medo de faxinar. Atualmente tenho uma rotatividade de ambientes e nunca deixo ficar muito sujo ou muito bagunçado para faxinar de novo. Se não tiver como faxinar tudo em um dia, faça um cômodo por dia e mantenha voltando a ele pelo menos uma vez por mês para dar uma geral, gastará menos da metade do tempo e a sensação de alívio é enorme.
- Divida com todos, não há nada pior do que se sentir uma sobrecarregada sem vida própria cuidando de todo mundo, pelamordedeus, ainda mais se não trabalha fora a coisa fica escravizante para o lado da mãe. Se o marido trabalha fora, tente lembrá-lo de que, se não morassem juntos, ele continuaria tendo que cuidar das coisas, ou seja, não faz sentido algum se casar para ter alguém que cuide de tudo para ele e nem precisa ser uma briga ou motivo de mágoa, a divisão é amor;
- Encontre o seu caminho perfeito. Nenhum exemplo vale mais do que a vivência pessoal. Existe um jeito possível para você e é procurando-o, perseverando no que viu que já funcionou que vai conseguir encontrar seu jeito perfeito de viver e cuidar de seu cantinho.
Se eu, com cinco filhas pequenas e médias (rsrsrs) e sem os pés consigo, com certeza absoluta todo mundo consegue.


Minha rotina
 

Segunda-feira
Ponho a roupa na máquina de lavar e arrumo a casa sem maiores detalhes, recolocando as coisas nos lugares. Geral na cozinha, que é um caos na segunda, enquanto cozinho 1kg de feijão. Panos de chão  e tapetes de molho, panos de prato também e, se der tempo, coloco outra leva de roupas para lavar enquanto faço o almoço.

Todos ajudam de tarde arrumando suas coisas, a cozinha após o almoço e pendurando as roupas lavadas.
Entre cinco e seis da tarde: A família unida dá uma rápida arrumada catando tudo, lavando as louças acumuladas e varrendo (uns 30min todos os dias).



Terça
Roupa para lavar (pois aqui em casa a quantidade é enorme), arrumar e varrer a casa retirando as coisas do chão e passando um paninho úmido com álcool em cima dos móveis. Passar pano de chão na casa sem precisar arrastar os móveis (só em dia de faxina). Lavar panos de chão e de prato de molho do dia anterior. Cozinha e almoço (lembrar de cozinhar algo em maior quantidade para sempre ter no outro dia).

Lavar privada, pia e passar pano no banheiro.
Neste dia começa a sobrar tempo, sempre dá para ver algum programa, entrar na internet ou trabalha em algo no intervalo.

Tarde: dobrar as roupas enquanto assiste tv (rsrsrsrs), separar e cada um guarda as suas, organizando os respectivos armários. Os outros participantes seguem fazendo as respectivas partes de manutenção, organização da cozinha após o almoço, cuidar das próprias coisas, manter e arrumar diariamente antes de estarem com sono.



Quarta
Se ainda tiver roupa para lavar, colocar para lavar. Uma semana sim, outra não, retirar toda a roupa de cama e lavar. Varrer e arrumar a casa (esta parte será bem rápida hoje). Varrer e organizar varanda ou lugares que não se vai muito (despensa, etc) e catar coisas em volta da casa. Fazer lanches para a semana toda (faço pães, bolos e tal). Cozinha e almoço.
Tarde - igual a terça exceto pela arrumação do armário.



Quinta
Tirar todas as toalhas e colocar para lavar. Varrer e arrumar a casa sem grandes detalhes.
Lavar o banheiro (pode ser de tarde) e varanda.
Crianças arrumar brinquedos.
Tarde: como na quarta.



Sexta
Geralmente faço uma comida para o fim de semana para não ter que cozinhar muita variedade no sábado ou domingo: torta, pizza ou algo assim. Arrumar, varrer e passar pano caprichado no chão da casa toda.
Limpar privada e pia verificando toalhas de rosto e papel higiênico.
Manter a casa à tarde e arrumar no fim do dia.   :)

Sábado

seguir o fluxo do dia, procurando manter a ordem coletivamente e nunca sair deixando tudo muito desorganizado.



Domingo
Dia fora do eixo para todo mundo, afinal, quem aguenta não ter um dia sem arrumar cama? Só procuramos não deixar tudo muito bagunçado senão sobra para nós mesmos na segunda.

Complementação da rotina



Filtro: lavar 1 x por semana com sal ou açúcar (por dentro) e por fora normalmente.

Lixo: tirar sempre que encherem, lavando os vasilhames e separar orgânico do seco (consciência gente!)
Toalhas: Lavar todas 1x por semana - de rosto trocar a cada 2 ou 3 dias.
Roupa de cama: a cada 15 dias
Cobertores: lavar a cada 3 meses ou quando precisar - colocar ao sol, juntamente com os travesseiros durante a faxina

Faxina: 1 x por mês para ser mais rápida e não acumular nada (nem barata ou ratos)
Passar roupa: me recuso! Pendurando direito e dobrando direito só vai precisar passar o que for estritamente necessário, ou seja, quase nada.

Produtos de limpeza: eu já utilizo sal, bicarbonato, vinagre, óleos essenciais e limão em substituição a diversos produtos químicos e estou super satisfeita pois, além de ser mais ecológico, é mais barato e não tenho mais problemas de infestação de baratas ou formigas, sério. Prometo fazer um post somente sobre esta parte, uso há mais de um ano e afirmo, funciona muito bem.



Bem, espero que tenha ajudado, pois sempre procuro post com exemplos de rotinas e são pouco explicados, procurei dar mais um pouco de detalhes para que possam se inspirarem para criar seus próprios.


Beijinhos e até breve!
Maria do Sol

Mensagem do dia

Praticamos a arte da Permissão, o que significa procurar pelo pensamento que faz com que se sinta melhor, não o pensamento que diz respeito ao real, que está vindo em resposta às coisas como estão e são agora. Repetir as coisas como elas são é o mesmo que dizer: "Que droga, vou contar como estão as coisas porque todos desejam que eu conte as coisas como são". Conte como estão as coisas agora se gostar das coisas como estão. Mas se não gostar de como estão, conte como gostaria que estivessem. Se contar as coisas como gostaria que elas fossem por tempo suficiente, começará a sentir como gostaria que fossem, e quando sentir como gostaria, assim serão!

]We practice the Art of Allowing. Which means reaching for the thought that feels best, not the thought that is the real thought, not the thought that is telling it like it is. Telling it like it is only holds you where it is: "Damn it, I'm going to tell it like it is. I'm going to tell it like it is, because everybody wants me to tell it like it is." Tell it like it is if you like it like it is. But if you don't like it like it is, then don't tell it like it is—tell it like you want it to be. If you tell it like you want it to be long enough, you will begin to feel it like you want it to be. And when you feel it like you want it to be, it be's like you want it to be.
--- Abraham
Excerpted from the workshop in Syracuse, NY on Saturday, September 30th, 2000 # 63
Our Love,
Jerry and Esther

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pérolas de Leona

Uma amiga nos visitou hoje e ficou brincando que era tradição jogar ovo na aniversariante, brincando que iria tacar ovo no dia do aniversário de uma e de outra, curtição. Ela foi embora e a Leona, com 4 anos, que ouviu tudo quietinha, me abordou no fim do dia enquanto eu estava no computador dizendo:

- Mãe, você se esqueceu de ligar para a mãe do Uirá (essa minha amiga que citei acima)!
- Ué, Leona, porque?
- Pra dizer para ela que pode tacar ovo na minha cara!
Disse isso com a cara mais sapeca e feliz!

Quase morremos de rir aqui!!!

Parto Sem Dor - você também pode! Trechos do livro - O Nascimento da Agnes


O Nascimento da Agnes
30 de abril de 1998, 14h40min



Meu primeiro parto foi muito especial.
Sem apologias ao que fiz ou qualquer coisa disso tipo, gostaria de relatar.
Quando me descobri grávida, imediatamente desejei não ter minha filha no hospital. Diante disso, não fiz o pré-natal com afinco para não mudar de ideia, fiz alguns ultrassons para ver a posição do bebê, mas não conseguimos ver exatamente o sexo.
Eu estava forte, me sentia muito bem de saúde, minha conexão espiritual muito fortalecida, meu marido e eu nos amando muito e, durante toda a gestação, lemos tudo a respeito de parto em casa. Eu estava com 21 anos e o George com 23.
Marquei o parto com uma parteira experiente, mas ao descobrir que, como enfermeira que é, iria utilizar os mesmos procedimentos hospitalares, decidimos não chamá-la. Como éramos muito inexperientes e não sabíamos, na verdade, o que esperar, chegou um momento no qual achei por bem escrever uma carta e deixá-la assinada isentando o George de quaisquer responsabilidades caso algo de pior acontecesse. No final, achamos que seria mau agouro e não escrevi. Hoje parece até engraçado.
Na véspera do parto, minha mãe chegou.
Morávamos em uma fazenda no interior de Goiás e decidimos fazer o parto ali mesmo. Deixei um médico de sobreaviso e a parteira esperando. Nosso carro permaneceu na porta, com o tanque cheio, caso precisássemos sair às pressas.
Preparamos tudo: tesoura esterilizada, lençóis esterilizados, um plástico do tamanho de um lençol, também esterilizado para ser retirado juntamente com o lençol de cima após o parto, bacia para coletar a placenta, dois pedaços de fio dental fervidos dentro de um vidro de álcool para amarrar o umbigo após o nascimento, alguns lençóis e toalhas extras, panos para limpeza, material de limpeza pesada, roupa para o parto, trilha sonora (escolhemos Cat Stevens), lanchinhos, máquina fotográfica, baralho para distrair e muita, muita oração.
Na véspera tive um sonho maravilhoso onde encontrava o Anjo Gabriel, translúcido no céu, juntamente com várias crianças, me dando forças para o momento do nascimento. Acordei chorando de tanta emoção e inebriamento com a sensação deixada pelo anjo.
O trabalho de parto começou. As contrações, que começaram de madrugada, pareciam ser algo muito suportável.
Minha mãe acordou e estávamos felizes, jogando baralho e vestidos de branco, durante as contrações. Ela disse que ainda não era a hora, que eu estava muito bem para serem as contrações do parto. Já havia amanhecido.
As contrações continuaram se intensificando e minha mãe, que já estava de prontidão, forte, mas morrendo de medo, foi avisada de que não chamaríamos a parteira. Felizmente, ela concordou, pois sempre adorou uma aventura e viu que estávamos bem preparados para tal.
Lá pelas onze da manhã, as contrações já eram bem fortes e comecei a conhecer o que seriam as tais dores do parto. Afinal, eu não havia me preparado para um parto sem dor, tudo o que eu sabia sobre parto era medonho!
 Em um determinado momento eu não queria mais som nenhum, não conseguia comer, embora sentisse fome, não conseguia me deitar também, e me recusava a tirar fotos. A força que o processo pedia de mim me transformou em uma mulher selvagem.
Perto de uma da tarde eu estava exausta, sem comer, e as contrações muito fortes, de três em três minutos. Comecei a sentir mais medo ainda, cheguei a pedir anestesia. Forramos o chão com um cobertor limpo e colocamos o plástico e o lençol por cima, transformando todo o quarto em uma sala de parto. O bebê vinha e abria passagem em minha bacia pela primeira vez. Deitar era totalmente contra a gravidade e doía muito mais. Meu corpo e todo o meu eu estavam completamente entregues àquele processo que agora parecia quase insuportável.
Eu sentia medo, força e, em alguns momentos, somente sentia o que estava acontecendo com meu corpo, já desejando muito que o bebê saísse quase em transe.
Orei, pedi forças e procurava seguir o que tinha lido, com a ajuda de minha mãe e meu marido: respiração, deixar o corpo fazer a força (sem eu forçar) para não me exaurir, caminhar, relaxar entre as contrações, tudo vinha naturalmente. Tenho certeza de que se houvessem enfermeiras por perto teria batido em todas elas se quisessem interferir.
Quando já eram 02h30min da tarde, Agnes estava chegando. Sua cabeça já estava baixa e uma força redobrada surgiu em mim. Finalmente iríamos conhecê-la, estava acabando!
Todo o cansaço sumiu e me preparei com alegria para que ela, finalmente, viesse ao mundo. Empurrei até rasgar a roupa de minha mãe, na qual eu segurava, de cócoras, e meu marido, sempre muito forte e amoroso, segurou Agnes por trás.
Como éramos inexperientes, Agnes escorregou como um quiabo, pois foi um parto molhado, ou seja, a bolsa estourou naquele momento do nascimento. Foi engraçado e trágico, George tentando segurar sem muito sucesso a bebezinha que escorregava mole entre suas mãos. Minha mãe correu e pegou-a com um pano, aliviada e feliz, coisa de segundos.
Agnes foi colocada em meu colo pela primeira vez. Nuas, as duas, pele com pele, sobreviventes da vida e da morte. Tudo deu certo. Nada de barulhos, de tapas, de exames, apenas a alegria e o deslumbramento.
Nós três agradecidos e sensíveis, olhando com total amor aquela criaturinha pronta e linda que chegava ao mundo. O tempo literalmente para quando seu bebê chega ao mundo, é uma das emoções mais intensas que se pode sentir.
Eu estava sob o efeito do que havia acontecido e tudo parecia tão louco, forte, maravilhoso, que as emoções eram somente sentidas. Agnes abriu seus enormes olhos e me olhou fixamente. Chorou somente umas duas vezes e vimos que não havia nenhuma secreção para ser tirada de seu nariz ou boca. O cordão parou de pulsar e George amarrou-o em dois pontos, cortando entre eles. É borrachudo, segundo me contou.
Pouco tempo depois, vieram novas contrações e a placenta saiu, inteira. Ficamos horrorizados: é muito feia! Um fígado enorme! George levou a bacia lá pra fora para que enterrássemos e plantássemos uma árvore em cima dela.
Muitos dizem que é bom comer a placenta por conta dos hormônios importantes que contém. Ao vê-la, imediatamente ficamos sem coragem.
Já muito mais tranquilos, unidos por uma força inexplicável que vem ao atravessarmos os ritos de passagem, fomos organizar as coisas. Minha mãe preparou o banho e demos o banho na neném dentro do quarto mesmo, deslumbrados com Agnes e todos os seus detalhes. A mãozinha... os pezinhos... as semelhanças...
Vesti a primeira roupinha, feita por minha avó especialmente para a Agnes, e me deitei com ela no colo para repousar um pouco.
Minha mãe decidiu ir avisar os parentes na cidade, que não sabiam do ocorrido ainda. Celulares não eram tão populares na época.
Eu e George pudemos ficar sozinhos com nossa filha pela primeira vez. George pegou Agnes no colo, com emoção, e olhou fixamente em seus olhos, conversando calmamente com ela. Segundo ele, ela não tirou os olhos bem abertos dele enquanto ele não parou de falar. 
Choramos, emocionados com nossa linda filhinha no colo e pela incrível experiência que havíamos acabado de vivenciar.
Filhos de parto natural humanizado nascem com o semblante muito mais tranquilo e belo.
Agnes adormeceu pela primeira vez “do lado de fora” e eu decidi ir tomar um banho. Levantei-me e fui ao banheiro. Foi então que levamos um susto! Desmaiei no box do banheiro, George ficou desesperado, pois com a perda de sangue, falta de comida e pressão baixa normal em mim, desmaiei sem ver.
Foi horrível, ele orava comigo no colo, pura inexperiência, mas não tinha sido nada de mais, graças a Deus.
Agnes só foi mamar no terceiro dia, algo incomum, mas que acontece. Ela simplesmente não pegava o seio! Todos queriam dar mamadeira, mas eu não aceitava, tinha certeza de que, no momento certo, ela iria mamar. Foi então que, diante do choro do bebê e meu desespero, minha mãe apertou meu seio sem bico contra a boquinha da Agnes e fez com que pegasse o peito. Agnes mamou avidamente e praticamente desmaiou de satisfação em meu colo.

Trecho do livro "Parto Sem Dor - Você Também Pode!
Autora: Maria do Sol