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sábado, 23 de julho de 2011

Tempo de Colheita

Hoje colhi os primeiros frutos de minha hortinha, uma experiência deliciosa, devo dizer. Fico feliz por estar tendo a oportunidade mágica de acompanhar os ciclos da terra bem de perto.
Sempre que consigo plantar e colher alguma coisa me remeto ao ciclo da vida, o ciclo da colheita. A terra nos mostra na prática que para colher algo é preciso plantar primeiro, cuidar, regar, manter o foco no que se quer colher até que o fruto acontece. O caminho da espiritualidade que acredito também tem esta visão: primeiro pedimos o que desejamos (plantar), depois mantemos a visão (fé, cuidado, foco) para então receber (colher). Embora a colheita seja realmente o que almejamos, e o apse de cada processo, também vale lembrar que só se colhe bons frutos quando se planta coisas boas.
  O que quero dizer é que, é mais fácil colher bons frutos se, durante o processo, desde o plantio, trilhamos um caminho de alegria e amor.
Não se pode ter um fim feliz para uma jornada infeliz.
Minha hortinha está dando frutos, mas confesso que toda a jornada foi deliciosa, desde a preparação do terreno, o design dos canteiros, o plantio das sementes, a limpeza meticulosa, a água espirrando delicadamente todos os dias enquanto os pássaros tomavam banho... enfim, todo o processo.
E então, agradeço à Mãe Natureza.
A foto de cima é a Perola comendoo primeiro rabanete que colheu. Ela sempre vai comigo para a horta, adora.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Comunhão Regional - Mantendo a tradição da pamonhada goiana!

Quando me mudei para uma fazenda no interior de Goiás eu sabia muito pouco das tradições, cultura, modo de viver e como me relacionar com pessoas culturalmente tão diferentes de mim. Mais de 13 anos se passaram e pude conhecer meus vizinhos, conviver com eles, encontrar pontos comuns e compreender diversos pontos que pareciam incompreensiveis no começo. Hoje admiro muito da maneira disciplinada como vivem, a união familiar, a educação dos filhos, a aceitação do que a vida oferece, a valorização da família... e uma das tradições que mais gosto e adotei é a pamonhada na época do milho. Durante alguns meses temos milho em abundância, pois a maioria dos vizinhos plantam e, quem não planta, compra bem barato ou ganha de seus vizinhos e, como o milho dura pouco tempo, secando em poucos dias, todos fazem pamonhas quase diariamente. O sabor é simplesmente indescritívelmente melhor que o da pamonha encontrada em pamonharias. Aqui o milho foi plantado sem agrotóxicos e colhido na hora, faz toda a diferença. Aí você pode acrescentar o sabor que tem o aconchego das pessoas unidas preparando a pamonha, o fogão à lenha cozinhando-as em água fervendo e o café quentinho moído na hora para acompanhar... huuuummmm....
Partilho aqui nossa última pamonhada, há alguns dias, aqui em casa.
A primeira etapa é colher o milho, mas esta não fotografei. Depois cortamos as pontas do milho para descascá-lo e tirar os cabelinhos. Todos se unem nesta tarefa que inclui a seleção das palhas boas para fazer as pamonhas, preferencialmente as mais macias e inteiras.
 Enquanto isso alguém rala o milho que vai sendo separado para isso. Aqui minha querida vizinha Ilma, profissional de ralação de milho, fazendo seu papel.


 Uma vez que a massa do milho está ralada despeja-se óleo quente na massa em uma quantidade que só fazendo para aprender e tempera-se com sal a gosto. Picamos queijo fresco comprado no vizinho e vamos montando os tradicionais copinhos de pamonha. Também uma façanha que só fazendo algumas vezes para aprender corretamente.
 As pamonhas vão se acumulando para serem colocadas na água quente de uma só vez, para que o cozimento seja uniforme.
 Agora faltam apenas uns 20 minutinhos em água fervendo, trazendo as do fundo para cima de vez em quando.

 Aqui uma indicação de que estão prontas, a palha já amarelou. Tiramos uma pamonha com água na boca e abrimos no centro, provando a massa com o queijo derretendo na boca para ver se estão cozidas.
 Daí pra frente não teve como fotografar, estávamos todos muito ocupados nos deliciando com as pamonhas, você pode imaginar que prazer foi isso, meu Deeeus!