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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Porque cortei o cabelo e decidi não pintar...

Ontem cortei meus cabelos, estilo longbob.

Anos de identidade com cabelão com lindas mechas alouradas, uma identidade que me conectava internamente com sensualidade, com beleza, com jovialidade e com minha cor natural dos tempos praianos.

Quando minha alma começou a pedir MUDANÇA de visual, meu interno já estava mudando a saltos quânticos e minha identidade externa precisava acompanhar.



Como toda mulher moderna, comecei a vasculhar a internet por cabelos e cortes que pudessem traduzir meus sentimentos e minha busca também, pois nossa imagem externa tanto pode ser uma simples expressão quanto pode também ser algo que você decide que quer ATRAIR para seu mundo.

Sentei com amigos coaches e conversei sobre isso, ventilando ideias para minha nova identidade. Enquanto isso, meu cabelo crescia, perdia o corte e ia ficando cada vez mais natural.

E, natural aos 41, significa: fios de cabelos brancos desalinhados aparecendo e mostrando que o tempo está passando.

 A maturidade precisa ser companheira, outras mudanças virão e crenças que existem na mente aparecem:

"A mulher envelhece, embaranga e corta o cabelo"
"Mulher não fica com cabelo branco, fica loira"
"Mulher de rosto fino e bundão (meu caso certamente) ao cortar o cabelo parece muito mais gorda"
E blá, blá, blá.
Quais crenças te impedem de mudar?

E, enfim, lá fui eu para a cadeira de minha amada cabelereira de mais de 6 anos, decidida a cortar e alourar mesmo, esconder ou tapear os brancos e seguir.

Sentei e pedi o corte primeiro. 
Ela cortou. Levantei e senti...
Corte mais.
Ela cortou. Olhei... 
Repique mais as pontas, please.
Ela repicou...

E, de repente, lá estava eu: Com os cabelos mais escuros do que nunca, inteiramente naturais, saudáveis e com um corte super fofo!
Gostei e estranhei ter gostado!
E os brancos? E o brilho alourado? E a cara da riqueza? kkk.

E aí, vamos pintar? Disse: Kariny.

Hum... e agora? Uma parte enorme em mim dizia: QUE DELÍCIA, CABELOS NATURAIS NOVAMENTE, inteiramente saudáveis, fáceis de lidar, elegantes e modernos! Prontos para a piscina, o mar, malhação, a chuva e o vento sem danos ou necessidade de muito tempo cuidando.

Ficamos, juro, mais de meia hora entre decide que sim, pede opinião, sente, espera a chuva passar e muda de ideia de novo.

Enquanto isso, a chuva generosa caía, os filhos dela tomaram banho na chuva, comemos biscoito de queijo com café (aliás, deliciosos!) e, enfim... decidi: o cabelo está pronto!

Um outro lado de mim tomou conta! 

Até quando?
Sinceramente... ADOOORO MUDAR DE IDEIA!  ;)

Porque uma de minhas frases preferidas é:

"A ÚNICA REALIDADE DEFINITIVA É A MUDANÇA"

Beijos e boa mudança para você também!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Do diálogo à ação... uma ponte e tanto!

    Me considero uma pessoa com alguns porcento de prática ecológica a mais que a maioria das pessoas com quem convivo e, nem se fala, das superurbanas. Mas estou longe de contribuir de verdade para um planeta melhor. Digo isso quase que como um diálogo comigo mesma, na tentativa de acionar em mim e, quem sabe em você também, mais atitudes em prol de um planeta que não devia ser separado de nós, afinal, nós e o planeta somos um e o planeta é ainda mais importante pois, em essência, ele sobrevive sem nós (e muito melhor, talvez...) mas nós e muitas gerações de nós não sobreviveríamos minutos sem o básico ar.
    Entramos no planeta cheios de propriedade, de sentimento de posse e direito de uso, e consideramos uma opção cuidar ou não cuidar, proteger ou não proteger, e é aí que acho que mora o maior dos enganos! Como é que achamos que é uma opção não fazer de tudo para que as melhores práticas sejam consideradas por todos a única opção? Somos como uma praga que se espalha, se formos analisar o planeta como um organismo vivo que é, uma praga que consome até matar. Credo.
    Todos nós participamos de um sistema que distanciou o máximo possível o ser humano do natural, seja através do uso de um simples sabonete até ao consumismo de muito mais que devíamos.
    Mas seguimos considerando opcional lavar louças com detergentes super tóxicos e práticos e usar sabão em barra menos poluente. Tudo deixa rastros, tudo deixa embalagens e destrói basicamente desde a coleta da matéria-prima, um horror.
    Agimos diante de paradigmas: se em uma determinada época era lindo fumar, hoje é feio e quem fuma enfrenta olhares como "que horror, como pode gostar de se destruir assim". A conscientização traz informações que não tínhamos antes, mas com tanta informação, ainda há a opção de fumar ou não, e dane-se os outros, o planeta, você mesmo e a indústria tóxica de cigarros! Sou também dono deste planeta e faço o que quiser, não vou ficar por aqui muito tempo mesmo...
    O grande paradigma agora é a liberdade e a felicidade, individual em primeiro lugar, claro, e a margem de deturpação é grande pois a mensagem essencial disso deveria ser: seja livre para ser o mais feliz possível, mas com consciência. É impossível ser feliz sozinho, o planeta e nós somos um, então a compreensão do conceito de felicidade deveria passar pela compreensão de que não há como ser feliz sem devolver a quem nos proporciona a felicidade de estarmos vivos, estendendo aos seres humanos que partilham a existência conosco - uma felicidade completa.

E se eu não puder fazer tudo, espero conseguir fazer tudo o que puder. E que Deus me dê forças para não me acomodar diante de mudanças possíveis! Vamos?

terça-feira, 17 de abril de 2012

Fala demais por não ter nada a dizer...

Pessoas queridas me dizem o quanto gostam de meu blog e que aguardam novas postagens. Fico super feliz com isso, lisongeada, claro, mas principalmente satisfeita porque o que eu disse teve sentindo na vida de alguém, é essa a intenção.
No facebook vejo muitas pessoas postando, postando e postando diversas vezes no dia em uma ânsia de se comunicar, quase um desespero caótico por atenção ou uma catarse de comunicação desmedida que cansa quem vê. Sinceramente, não tenho exatamente nada contra ninguém ou nada que desejem postar, liberdade é essencial, mas me remete ao ponto que quero chegar: falar demais, postar demais, sem ter nada a dizer é vazio e desnecessário, pelo menos para o que quero aqui.
Embora eu deseje ter sempre muito a dizer, e tenho, existem momentos que me tiram as palavras, momentos de reflexão e introspecção que precisam de tempo... de maturação e observação. Estou em um momento destes.
Não gosto de mim assim... quase deprimida, introspectiva e pensativa... mas a experiência prova que os momentos de crescimento envolvem mudança e estou enfrentando diversas mudanças, tanto emocionais quanto de vida mesmo. Com o tempo, apesar do desconforto, aprendi a reconhecer que depois de toda fase "difícil", sempre aprendemos algo, algo criativo surge e uma mudança maior e melhor e é preciso aceitar este tempo para que os bons frutos apareçam e não seja só um "sujar de águas calmas". O caminho natural é realinhar-se.
Aprendemos com os erros, com os acertos e com as tentativas de acerto também, tudo leva ao crescimento e o efeito dominó afeta todos à nossa volta (com uma pitada de esperança, positivamente).